The Secret Life

Bia, Carol e Iza chega ao 2° ano do colegial. E passarão por histórias que realmente marcarão as vidas delas.
Bia, a protagonista e narradora, contará tudo para vocês sobre os amigos, escola e uma nova paixão, Marcos (que esconde um segredo sobre sua família de todos).

October 9, 2011 10:11 pm

Capítulo 7

Ficamos nos encarando por poucos segundos, que para mim pareceram séculos. 

-Então você está se desculpando? - disse ele ironicamente.

-Acho que sim. - eu estava num poço de confusão com sua seriedade.

-E eu acho que é tarde demais. 

Ele se virou, fechou a porta e me deixou ali, parada, sem reação olhando para a porta.

-Com licença? Precisa de ajuda? - ouvi uma voz conhecida chegando por trás.

Sequei as lágrimas que umideciam meus olhos e me virei.

-Não, já estava de saída.  - disse enquanto sentia que estava prestes à chorar novamente.

Já estava na metade do jardim quando Lucas me alcançou, me segurando pelo braço.

-O que meu irmão te fez? - Continuei de costas, e ele não fez força para me virar.

-Nada. - respondi engasgada. - Tenho que ir pra escola.

-Eu te levo. - disse ele ao se postar ao meu lado e passando o braço por meu ombro.

Não sabia como responderia, então deixei ser guiada até o carro. 

Permanecemos em silêncio todo o trajeto. Até pararmos em frente ao melhor restartante da cidade.

-O que você irá fazer? - tentei mostrar empolgação.

-Nós vamos almoçar. - ele respondeu com um sorriso enfatizando o nós.

-Mas, aqui? No Villa Bistro? 

-Claro. - ele me respondeu abrindo minha porta. - Almoço aqui todos os dias.

Novamente, deixei-me ser guiada por Lucas, dessa vez ao interior do restaurante. Não pude deixar de notar a beleza do lugar. Apesar de ter crescido em Dilettante nunca tinha ido ao Villa. Fomos guiados por um garçom, que parecia mais um amigo íntimo de Lucas, até uma mesa em uma sala reservada.

-O que meu irmão te fez? - ele repetiu a pergunta após pedirmos o almoço.

-Nada que eu não merecesse. - respondi e senti que estava prestes a chorar novamente.

-Ei! Não fique assim. Meu irmão é um idiota. - ele se levantou e se abaixou ao meu lado. Seus olhos fixos em mim.

-Não é culpa dele, de verdade. Eu fiz por merecer. Tratei seu irmão mal, ele teve razão. - suspirei.

-Isso não é razão pra te fazer chorar, é? - disse ele voltando ao seu lugar.

-É! Ele veio falar comigo na melhor das intenções e eu agi errado.

-Ele também.

A partir dai o silêncio nos incendiou. Almoçamos em silêncio, pagamos a conta e ele me levou de volta a escola. Em alguns momentos o agradeci, quebrando o silêncio. 

July 15, 2011 9:55 pm

Capítulo 6

-Com licença? - disse me aproximando de Lucas - O que aconteceu com o seu irmão?

Ele se virou e tirou os óculos, me olhou com espanto e me respondeu:

-Ele me ligou pedindo que eu viesse busca-lo. - disse-me - Você por acaso é uma das meninas que o idolatrão?

-Não. - respondi instantaneamente - Nós estamos na mesma sala, e hoje tivemos uma conversa estranha. - olhei para aqueles olhos irresistiveis. 

Ficamos em silêncio e praticamente imóveis nos encarando até o sinal tocar.

-Bom, tenho que voltar pra aula. Tchau.

Cheguei na sala e fiquei pensando em como me desculpar com o Marcos. Esse pensamento tomou o tempo todo da aula, embora estivesse incomodada em como Gabriela me fuzilava com o olhar.

Ao fim da aula já havia decidido o que fazer, então sai o mais rápido que pude, então ouço alguém me chamar:

-Você acha que é quem pra discutir com o meu Marcos, garota? - Gabriela me perguntou quando estava perto de mim.

-Ele é seu então? 

-É!

-E ele? Sabe? - perguntei - Bom, é melhor você tomar conta dele porque senão vai perde-lo, e imagino que não queira isso. - sorri ironicamente e fui saindo da escola

Aos fundos ouvia o momento de raiva da Gabriela. “Imaginar que já fui amiga dessa louca! E ela ainda me atrasou”, pensei e sai praticamente correndo em direção ao centro de Dilettante, então chamei um taxi.

-Para a mansão da família Gusmond, por favor.

Enquanto íamos para a mansão me encostei no banco para planejar como e o que falaria com ele.

Chegando ao destino, toquei a campainha e esperei, ninguém me atendeu, então sentei na escada da entrada imaginando o que poderia fazer, quando fui interrompida pelo barulho da porta se abrindo. Levantei-me rapidamente e virei. Eu saibia que era ele, me aproximei e disse:

-Me perdoa por ter te tratado daquela maneira? - ele não disse nada, então continuei falando - Por favor, Marcos! Você me pegou de surpresa, foi um choque pra mim. Desculpa?

Ele apenas me olhou e seu olhar permaneceu da mesma maneira me deixando mais confusa.

-A gente pode tentar tudo denovo? - sorri.

July 6, 2011 5:58 pm

Capítulo 5

Chegou a hora do intervalo e fui me reunir com os meus amigos. Quando derrepende vi o Marcos andando em nossa direção com o lindo sorriso estampado. Ele se apriximou de nós como se sempre estivesse ali conoscos. Logo se tornou o assunto da escola, era o que mais se comentava em todo o pátio, então eu vi Júlia ir correndo contar o fato para Gabriela.

Ele se sentou ao meu lado, e fez com que todos parassem para olhar aquela cena.

-Preciso falar com você. - disse-me em voz baixa.

-Ok, pode falar. - eu também estava assustada.

-É particular, podemos ir para outro lugar?

Eu me assustei mais ainda com aquela pergunta, mais assenti com a cabeça. 

Nos dirigimos até o campo de futebol que estava totalmente vazio, então ele começou:

-Beatriz, eu sei que eu tenho um muro de contenção que impede as pessoas de se aproximarem de mim, eu nunca disse como perdi a minha família pra ninguém, sempre mudo de cidade para evitar que algo aconteça com as pessoas ao meu redor, mas quando te vi parece que foi diferente, mas eu tenho evitado até mesmo pensar em você com medo de que se mechuque, mas tudo isso parece mais forte até mesmo que eu, então eu decido que quero e preciso te proteger de tudo. - ele me olhava enquanto eu precossava toda essa idéia.

-Mas por que comigo? O que aconteceu com você para se abrir justo comigo? - ainda não entendia o que se passava direito.

-Eu nao sei, Bia, só sei que aconteceu e eu não consegui evitar.

Suspirei e fui me dirigindo ao pátio.

-Você não vai falar nada? 

Me virei e disse:

-Você quer que eu fale o que? “Nossa, Marcos, que legal. Você acha que eu preciso de proteção mas não sabe por tudo que eu já passei”? É isso? Ou você prefere que eu fale de sentimentos e tudo o que eu sinto nesse exato momento? Me desculpe, mas não sou assim. Eu sinceramente não sei o que falar, não quero falar. - O sinal para voltarmos para a sala tocou. - Eu lhe digo que vou precisar de tempo para processar isso, para pensar sobre isso. - disse mais calma.

Sai andando sem me preocupar se ele vinha ou não.

No meio do caminho encontrei as meninas me esperando, eu estava com a cara emburrada demais para elas me perguntarem algo.

Ao entrarmos na sala a professora já estava começando a se apresentar, mais nem fingi me interessar por aquilo, tinha mais com o que me preocupar.

“Ele nao voltou para a sala”, pensei, “será que o magoei demais?”

Parecia que o tempo não estava passando e eu estava preocupada e tensa, sabia que não devia ter o tratado daquela maneira.

Estava imersa em meus pensamentos quando alguém foi buscar o material dele na sala.

-Sra. Fernandes, posso ir ao banheiro? - busquei o que se tornaria mais fácil para eu sair de sala.

-Claro, Srta. Safer.

Eu sai praticamente correndo da sala e fui ver se o encontrava, mas me surpriendi quando vi Lucas pegando o material de Marcos.

July 5, 2011 7:50 pm

Capítulo 4

Cheguei na escola e encontrei a Carol sentada perto dos armários.

-Que bom que você chegou, Bia! - disse-me animada

-Nossa, por que tanta animação? - disse enquanto a abraçava.

-Descobri coisas cobre o Marcos! Ele se mudou pra cá recentemente, parece que mora com seu irmão mais velho na mansão da família Gusmond, - que era uma família tradicional na redondeza de Dilettante - o irmão se chama Lucas e é extremamente bonito, tem olhos azuis, e é quase igual ao Marcos, ele realmente sabe como atrair uma garota… - Carol continuou falando e eu fiquei lembrando do fari mais cedo, do Chevy e o dono de olhos azuis. Será que ele era o irmão de Marcos?

-Carol! - disse interrompendo a fala da garota - Como você descobriu isso tudo?

-Bom, é que estão falando pelos corredores, achei que você gostaria de saber mais sobre ele.

-Entendo. Mas, quem falou isso? Você ouviu alguém falando?

-A Iza veio me falar que a Gabriela estava comentando que havia conhecido o Lucas com a Júlia e a Luisa.

-Obrigada, Ca! Mas, por favor, encontra a Iza e me esperem na sala, eu vou só pegar o material, pode ser?

-Pode! - disse-me e foi.

“Eu estou estranha, seriamente estranha”, pensei enquanto pegava todo meu material.

Me dirigi até a sala o mais rápido que pude, precisava encontrar a Iza para ela me explicar tudo.

-Iza! - quase gritei quando a vi - precisamos conversar. - disse quando já estava ao lado dela - Tudo o que a Carol me disse é verdade? - senti os olhos de Gabriela me fuzilando nas costas - Sobre o irmão dele?

-É sim. - disse-me sorrindo - Eu vi nos documentos dele que seu irmão de 20 anos é seu guardião. Achei tão estranho, pois não havia nada sobre os pai. - me disse em voz baixa.

-Realmente estranho, mas você tem certeza, né?

-Claro!

O sinal tocou e logo depos o professor de matemática entrou, o lugar de Marcos estava vazio, até que vi aqueles olhos verdes e um meio sorriso.

-Posso? - disse ele apontando para dentro da sala.

-Claro, meu jovem. Entre!

Ele entrou e seu olhar se encontrou com o meu, enauqnato andava até o seu lugar. Eu sabia que a Gabriela teria reparado isso e esbocei um sorriso.

A aula foi passando e eu fingia estar concentrada.

-Srta. Safer? - disse o professor - Qual seria a resposta?

-8%, Sr. Nunes. - ouvi uma voz conhecida e soube que era a de Marcos.

-Obrigada, Srta. Safer - disse o professor olhando para Marcos.

Eu sorri para ele agradecendo, ele retribuiu e se virou. Logo depois recebi uma mensagem da Carol: “Ele não parava de te olhar.”, então olhei para ela, sorri e voltei a atenção para aula. Parecia que o tempo passava rápido demais enquando minhas bochechas coravam com o olhar de Marcos.

July 4, 2011 5:48 pm

Capítulo 3

Ao chegar no meu quarto peguei o papel na minha bolsa e cogitei em não ler, mas o abri e vi aquela caligrafia perfeitamente inclinada:

“Beatriz, deve parece estranho receber esse bilhete, mas notei em que seu amigo te disse sobre não haver ninguém  certo para mim, e é verdade. Não existe ninguém certo desde que perdi minha família. Não há métodos de se aproximar de mim, simplesmente não há.

                                                                                                     M.F. “

Coloquei o papel de volta na minha bolsa, peguei meu pijama e fui tomar banho. Fiquei pensando no papel durante todo o tempo. Ao sair do banheiro sentei-me na janela e fiquei pensando em tudo que poderia estar ocorrendo com Marcos, então, minha irmãzinha entrou. Então fui me dar conta que já eram 10 horas da noite.

-Marina, já não está na hora de dormir? - perguntei.

-Só se voce me botar pra ninar. - disse ela sorrindo.

Levantei-me e a acompanhei até seu quarto, fiz ela se deitar e cantei algumas músicas até ela dormir.

Voltei para o meu quarto e notei que estava realmente cansada, então liguei a televisão e coloquei no jogo de futebol que estava passando e acabei dormindo no intervalo do jogo.

                                                             ***

Na manhã seguinte, levantei cedo e me arrumei colocando perfeição em cada detalhe. Escovei meu longo cabelo preto, passei um pouco de maquiagem para destacar meus olhos castanhos, peguei um jeans que havia comprado na última ida a Milão, meu inseparavél All Star e um casaco leve.

Estava quase pronta quando ouvi a Marina acordar e Cristina ir cuidar dela. Também já ouvia movimentação nos vizinhos e na rua.

Peguei minha bolsa, e li novamente o papel. Sentei pensativa na cama. “Eu vou ter o Marcos, mesmo que custe tudo o que já conquistei, mesmo que custe a minha vida ou a dele, ele vai ser meu”, pensei.

Desci pelas escadas e fui até a cozinha.

-O que devemos a honra de uma moça tão bonita? - perguntou meu pai.

-Alexandre Luiz, deixe a menina se arrumar. - Disse Cristina rindo.

Eu apenas ri daquela situação enquanto pegava minha xícara de café.

-Vai querer torradas?

-Não, já estou de saída. - Disse enquanto beijama minha irmã.

Passando pela sala folheei o jornal, li os títulos da parte esportiva. Falava sobre o grande jogo de volei entre Brasil e Estados Unidos. Mas não tinha tempo, então sai para escola.

Na esquina de casa vi um Chevy Impala 61 preto parado no semáforo. Depois olhei para o motorista, e tive a certeza que era parente de Marcos, ele me fez lembrar muito do garoto, embora seus olhos fossem azuis e seu sorriso era malicioso, ao contrario de Marcos.

July 3, 2011 4:11 pm

Capítulo 2

A semana estava passando rápido demais, assim como as aulas da tarde de quarta. Tivemos duas aulas de quimica, duas de geografia e uma de biologia.

Na saída eu e as meninas fomos para o armário, e resolvi que deveria fazer o que o Rafael me disse na segunda, iria deixar esse sentimento afastado até mesmo de mim. Quando chegamos nos armários, encontramos Marcos guardando suas coias, ignorei o fato e fomos fazer o mesmo. Chegando ao meu armário encontrei uma folha, peguei-a e rapidamente para que Iza e Carol nao percebessem e coloquei a folha misteriosa na bolsa.

Depois de guardarmos nossas coisas, já havia esquecido que havia um papel para ler, então fomoas para a saída, pois a Carol tinha combinado de se encontrar com o Vini. Era tudo estranho, realmente estranho, minha melhor amiga estava indo se encontrar com o meu quase irmão e eu não me lembrara, ela havia falado tanto na minha cabeça a tarde toda e eu nem reparei em todo aquele falatório, apenas deixei o meu pensamento focalizado no Marcos.

Quando chegamos no estacionamento vi um loiro de olhos azuis. Com certeza era o Paulo - meu melhor amigo gay - esperando o motorista. Ele estava mais lindo que a ultima vez que o vi. Ele era inteligente, totalmente sensível e realmente sincero, e sempre estava me ajudando a estudar, com os meninos e nas festinha de pijama que a gente fazia para fofocar e comer muito. Quando estava sem o Rafael e o Vinicius, desde meus 8 anos até agora com 16, eu o conheci e viramos amigos.

-Paulo? - disse - Que saudades!

-Bia! - respondeu ele me abraçando - Como você está?

-Bom, - cogitei em falar tudo o que sentia, sobre o Marcos, minha mãe - estou bem, e você?

-Estou ótimo! Mas eu te conheço, o que você tem?

“Parece que não fui muito convincente”, pensei.

-Nada não! Eu só estou cansada. - Esbocei um sorriso.

-Você não me engana, Beatriz. Você sabe que pode confiar em mim sempre que precisar, estou ao seu lado fazem 8 anos. - disse-me quando seu carro chegou. - Pode confiar! - Então ele foi embora.

Sai andando sozinha pelo estacionamento, olhando para meu velho all star, sentindo apenas o vendo batendo em meu cabelo, até que esbarrei em alguém, levantei o rosto para me desculpar e vi os olhos verdes novamente.

-D…d…desculpa?

Pensei que ele fosse responder, mais ele se virou e saiu andando na direção contraria.

-Marcos! - Sai correndo até encontra-lo e segura-lo pelo braço - Me diga por que você nao aproxima de ninguém, por que você vira a cara sempre que estou perto?

-Você não entenderia. - disse ele suavemente - É difícil de explicar.

-Eu tenho tempo! - eu disse - Pode me acompanhar até em casa se quiser! - sorri

-Eu não posso. - disse-me friamente

“Após quebrar o muro, ele se ergue novamente”, pensei.

-Bom, não vou insistir, mas gostaria realemnte em ter essa conversa com você.

Ele sorriu, me olhou no fundo dos olhos e foi embora. Fiquei ali parada, olhando para o nada. “Já escureceu, é melhor correr”, pensei e sai andando pela rua quando retomei a mim.

Chegando em casa comi uma fatia de pão, tomei um suco de laranja e lembrei do papel do armário. Logo depois minha madrasta entrou na cozinha.

-Já chegou, princesa? - perguntou-me sorrindo, logo depois me beijou no topo da cabeça.

-Já sim, Cris! - sorri.

-Como foi seu dia na escola? - ela me perguntou enquanto bebia umm iogurte.

-Foi bom, - sorri - mais estou totalmente cansada. - olhei-a.

Tive que disfarçar o sentimento, queria falar tudo o que havia passado na escola, mas não conseguia falar com ninguém sobre isso.

12:14 am

Capítulo 1

“Talvez  não devesse correr tanto”, pensei quando cheguei na minha escola. Passei a noite toda pensando em como seria esse ano para mim, eu me sentia insegura, principalmente após perder a minha mãe. Afinal, sou a Bia, prazer.

Quando passei pelo portão principal da escola senti a maior angústia que tive na vida, queria virar e sair correndo, pois simplismente todas as pessoas olharam pra mim. Me dirigi até a minha sala e vi os olhos mais penetrantes que já tinha visto, eram verdes e profundos, era de um menino com um corpo escultural, moreno e cabelo jogadinho. Sentei mais para o fundo e logo depois o sinal tocou, eu o observava firmemente quandoo nossa professora de matemática entrou.

A professora perguntou o nome de cada aluno da sala, e eu ouvi o nome do garoto, era Marcos. Marcos Filippi. Com o tempo de aula pasasando, conversei com as minhas melhores amigas: Izabela e Carolina. Pedi informações sobre Marcos, mais elas me disseram que ele ainda não tinha falado com ninguém.. Tentei arranjar alguma informação sobre ele, só que parecia uma missão impossivel.

O tempo passara rápido demais, e logo o sinal para o intervalo tocou. Sai em buscas dos meus amigos, mas havia uma multidão que me inpedia de achá-los. Continuei andando com minhas amigas até o fim do intervalo. Voltamos para a sala, tinhamos aula de história, o professor era bem bonito, mas mantive meus olhos fixos em Marcos.

Ao fim da aula liguei para meus amigos, e combinamos de nos encontrarmos na frente da lanchonete que havia ali ao lado. Sai com minhas amigas para lá, afinal teriamos mais três aulas naquela tarde. Chegamos e pedimos milk shake de baunilha, chocolate e morango, e logo depois eles chegaram.

-Bibica, - gritou o Rafael - que saudades!

- Rafito! Vini! - disse enquanto me levantava - E não me chama de Bibica, Rafa. Bom, essas são a Izabela - disse mostrando aquela loira linda que estava sentada - e Carol. - apontando para a morena pequenininha - Elas são da minha sa… - Fui interrompida pela entrada de Marcos no local, ele sentou sozinho e pediu seu lanche enquanto a Iza conversava com o Rafael e a Carol já trocava telelefone com o Vini.

Decidi ir até ele e tentar conversar, mas eu tinha medo do muro que me impediria. Ele me olhou, e eu estava com uma cara de boba pensando o que fazer, então ele se virou com a mesma expressão fria de cada instante. Sentei e fiquei quieta.

-O que foi, meu bebê? - perguntou o Vinicius, me tirando o foco de Marcos.

-Nada não.

-Beatriz, não vale a pena tentar algo com ele. - Me disse o Rafael, ele mais do que nunguém me conhecia, afinal fomos criados praticamente juntos. - Parece que nenhuma menina é suficiente pra ele.

-De quem você está falando? - tentei parecer desentendida.

-A gente se conhece há 16 anos, você realmente acha que eu não te conheço?

-16 anos? Você não comentou isso com a gente! - Gritou Carol.

-É 16 anos já, - disse no meio da risada - a gnt foi criado juntos, nossos pais são amigos de infância! E o Ví é primo do Rafa! Dai já viu, né?

Ficamos conversando e lembrando das nossas infâncias até o momento em que tivemos que ir pra escola. Mas fiquei o tempo todo pensando no que o Rafael havia me dito.

July 1, 2011 11:44 pm
Alexandre Luiz, 38 anos, pai de Beatriz, viúvo mas casado novamente, ama música, advogado.

Alexandre Luiz, 38 anos, pai de Beatriz, viúvo mas casado novamente, ama música, advogado.

11:41 pm
Cristina e Marina, 40 anos e 4 anos, madrasta e irmã de Beatriz, carinhosas, meigas, Cristina é médica.

Cristina e Marina, 40 anos e 4 anos, madrasta e irmã de Beatriz, carinhosas, meigas, Cristina é médica.

10:48 pm
Lucas, 20 anos, irmão mais velho de Marcos, paquerador, charmoso, intrigante.

Lucas, 20 anos, irmão mais velho de Marcos, paquerador, charmoso, intrigante.